• Dra. Daniela Fernandes

TENHO UM METABOLISMO LENTO E AGORA ?

Quem sofre com a obesidade sabe bem o que significa comer pouco e praticar atividade física regularmente e não ver a tão esperada queda nos números da balança, não é? Logo vem à tona essa frase, que desce goela abaixo, ora como alento para aqueles que a vida toda, foram condenados pela falta de disciplina, ora como castigo: tenho um metabolismo lento e agora?

A palavra metabolismo foi descrita pela primeira vez por Theodor Shwann no século XIX, como um neologismo do termo grego “metabole” que significa “mudança”. Ele procurava uma palavra que descrevesse o conjunto de reações químicas que sustentam a vida de um organismo. Mais complexo que pode parecer, vamos pensar no metabolismo energético como a quantidade de calorias que nosso corpo gasta para desempenhar suas funções como respirar, praticar exercícios e manter a temperatura corporal.


Quando falamos em metabolismo lento queremos dizer gastar menos calorias do que se acumula na forma de gordura. Para revertermos esse processo precisamos comer melhor refeições balanceadas com alimentos, na maioria inteiros, isto é, não processados, ricos em água e baixos em calorias e “acelerar” o metabolismo. Vamos então entender os diferentes componentes do gasto energético e o que os influencia.

Didaticamente, dividimos esses componentes em 3 principais:

  1. Metabolismo de repouso: conhecido também como basal, representa o quanto gastamos para manter nossas funções básicas como o batimento cardíaco e manter a temperatura corporal.

Corresponde a 50-70% do gasto total de calorias diárias e sofre influências da:

Genética: Pessoas com início da obesidade na infância ou aquelas com maiores graus de obesidade e, os filhos de pais obesos apresentam forte componente genético na capacidade de gastar calorias.


Dois estudos clássicos realizados com gêmeos monozigóticos (mesma genética) demonstram bem a influência da genética no peso corporal. O primeiro deles foi realizado com 12 pares de gêmeos idênticos submetidos a uma dieta hipercalórica (mais 1000kcal/dia). Apesar de consumirem