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NEGLIGÊNCIA AO INVESTIGAR A RELAÇÃO ENTRE OBESIDADE E CÂNCER REPRESENTA DESAFIO

“Um dos grandes problemas, quando falamos de obesidade, é que muitas pessoas — mesmo na comunidade médica — relutam em enxergá-la como uma doença, e ignorar essa característica leva não apenas à estigmatização, mas também à negligência”

É de amplo conhecimento a associação entre a obesidade e alterações no metabolismo que levam a quadros clínicos preocupantes e evitáveis. É o caso da relação entre obesidade e doenças cardiovasculares, por exemplo, ou a diabetes mellitus do tipo 2. Menos ubíqua é a noção de que a obesidade tem uma relação direta e preocupante com o câncer, que se traduz não apenas em uma maior probabilidade de desenvolvimento de neoplasias, mas também em piores prognósticos, maior risco de recidiva e até mesmo do surgimento de múltiplos tumores de sítio primário diverso. A Oncologia Brasil conversou a respeito com a médica nutróloga do Hospital Israelita Albert Einstein e coordenadora e uma das fundadoras do Instituto Obesidade Brasil, Dra. Andrea Pereira.


“Um dos grandes problemas, quando falamos de obesidade, é que muitas pessoas — mesmo na comunidade médica — relutam em enxergá-la como uma doença, e ignorar essa característica leva não apenas à estigmatização, mas também à negligência”, afirma a Dra. Pereira. De fato, apesar de, aliada ao sedentarismo, a obesidade ser um fator de risco para o desenvolvimento de neoplasias equiparável ao tabagismo, na prática pacientes obesos tendem a ser menos encaminhados para exames de detecção de tu