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Movimento Corpo Livre e Saúde

Andrea Pereira


Esse é um movimento social focado na aceitação de todos os corpos, independentemente de tamanho, forma, tom de pele, gênero e habilidades físicas, desafiando os padrões de beleza atuais.




Em relação a diferentes tamanhos de corpos e pesos, esse movimento já tem mais de 50 anos, tendo sido iniciado em 1969, por um engenheiro americano, chamado Bill Fabrey. Ele imprimiu e distribuiu um texto publicado anos antes por Lew Louderbach sobre o tratamento preconceituoso conferido a pessoas com obesidade, sensibilizado pelo problema enfrentado pela sua esposa.

Por todos os Estados Unidos foram crescendo manifestações para um maior aceitação e menor preconceito contra as pessoas com obesidade. A partir dos anos 80 esse movimento já estava se espalhando por todo o mundo, chegando a Londres.

Após os anos 2000, essas manifestações de apoio e acolhimento a pessoas com obesidade se espalharam pelo mundo todo através da internet e mídias digitais. Nesse momento temos uma maior adesão e disseminação do movimento corpo livre no Brasil.

Apesar dessas comunidades digitais serem motivo de inspiração e aceitação para algumas pessoas com obesidade, alguns pesquisadores acreditam que o preconceito e a pressão por um corpo magro também foi alimentado pela internet e mídias digitais, levando ao bullying digital contra pessoas cujo padrão de beleza não é considerado perfeito.

Na área de saúde a obesidade é uma doença crônica associada a outras, como pressão alta, diabetes, câncer, problemans ósseos e articulares. Devendo ser tratada com uma alimentação equilibrada, atividade física regular, medicação e cirurgia bariátrica. Contudo não há necessidade de um corpo considerado magro para uma melhora da qualidade de vida e saúde, porque reduções de 5-10% do peso já auxiliam bastante nisso.

Na minha opinião as 2 áreas podem caminhar juntas no sentido de reduzir preconceito, aumentar o conhecimento e desmistificar conceitos de beleza. Sem fecharmos os olhos para as consequências da obesidade na vida de muitas pessoas e sem exigirmos perdas de peso extremas.

A saúde e o movimento corpo livre devem compartilhar o respeito e a empatia, sem radicalismos, não trazendo benefícios ao nosso foco principal que é ajudar e inspirar as pessoas com obesidade.